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Preço da cesta básica tem queda de 1,66% em Salvador, aponta Dieese #vaiLENDO

Pesquisas foi feita pelos agentes no mês de março (Foto: Divulgação/ Procon) 

Informação foi divulgada pela entidade nesta segunda-feira (7).
Preço da banana, feijão e tomate caiu; o do arroz, açúcar, óleo e leite subiu.


 A cesta básica registrou redução de preço em Salvador, ficando 1,66% mais barata em outubro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (7) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A cidade está entres as capitais que registraram as baixas mais expressivas ao lado de Brasília (-5,44%), Teresina (-1,77%) e Palmas (-1,76%).
A cesta na capital baiana passou a custar R$ 375,60 contra os R$ 381,93 registrados no mês de setembro. Em outubro, a cesta de Salvador foi a 3ª mais barata, dentre as 27 capitais pesquisadas. No ano, acumulando os meses de janeiro a outubro, a variação da cesta foi de 19,53%.
Conforme o Dieese, a cesta da capital baiana ficou mais barata devido a redução no preço médio de 8 dos 12 produtos pesquisados.
A banana (-7,03%), o feijão (-3,82%) e o tomate (-3,78%) foram os produtos que apresentaram as maiores variações negativas no mês de outubro. Os produtos que registraram aumento no mês foram o arroz (3,06%), o açúcar (1,89%), o óleo de soja (0,58%) e o leite (0,23%).
Com a diminuição do custo da cesta básica em Salvador, o poder de compra do trabalhador soteropolitano que ganha um salário mínimo foi reforçado, já que este trabalhador comprometeu 46,39% de seu rendimento líquido com a cesta básica em outubro, percentual menor que o comprometido em setembro (47,18%).
Este mesmo trabalhador, conforme o Dieese, necessitou cumprir, em outubro, jornada de 93 horas e 54 minutos, tempo menor que as 95 horas e 29 minutos trabalhadas em setembro.

Salário necessário
Em outubro, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas, conforme o Dieese, deveria equivaler a R$ 4.016,27, ou 4,56 vezes o mínimo de R$ 880,00.

Em setembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 4.013,08, o que também foi equivalente a 4,56 vezes o piso vigente.
O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 103 horas e 49 minutos. Em setembro, a jornada necessária foi calculada em 103 horas e 31 minutos.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em outubro, 51,29% para adquirir os mesmos produtos que, em setembro, demandavam 51,15%.

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